O tempo dos abraços

Numa noite
soberbamente bela
Ouve-se baixinho
em uma viela
Uma sôfrega voz
acapella
Tão pura
e tão singela
Não sei que prantos
canta ela
E nem que dor
era aquela
Mas não conseguindo
esquecê-la
Canta-a para se libertar
de sua cela!

Rogo aos céus
mais um momento
Para sararmos as dores
destes tempos,
Quantas vidas perdidas
almas esmorecidas,
Tantos barcos sem norte
Entregues à sua sorte
Tementes a morte
Corações em cacos
Com saudade
em mil pedaços
Do tempo sem máscaras
do tempo dos abraços…

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