Manifesto da solidão

Vozes na minha cabeça sussurram palavras suicidas

Arrastam-me para as profundidades da minha tenebrosa tomba

A realidade.

A volúpia de seus argumentos tentam-me fortemente, como a serpente que tentou Adão ao pecado.

A solidão.

De estar e de não estar.

De querer e não ter.

De acreditar e de não ser…

Cobre meu rosto com a mortalha,

Faz do meu corpo acendalha

E deixa-me só.

Não quero uma lágrima ou nada que valha,

Afinal para ti tudo foi uma piada, e hoje para mim também o é.

Profana minha memória

Para teu bel’ prazer e glória

Como fizeste á minha esperança

Deixa-me só.

Pois a minha solidão é bem maior quando estás presente

Com o teu desdém e a tua expressão descontente…

Com a tua frieza e ausência de dó

A solidão…

Está sempre presente, companheira

Com mais lealdade que tu!

Klarah

Deixa-me só!!

1 comentário Adicione o seu

  1. estevamweb disse:

    Muito profundo… Para o amor e para a dor…

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