A porta

Caminhei vezes sem conta em direcção aquela porta…

Cinzenta, imponente, morta…

Ironia, pois seu ar não predizia, o que dentro dela residia.

A plenitude, a mais elevada fasquia, o chamêgo, a virtude e o sossego…

A verdade, o clímax perfeito da felicidade,

A simbiose total entre duas almas, outrora estranhas,pois estalaram calmas, moveram montanhas…

Ainda hoje observo aquela porta, inquieta, ansiosa, renitente, parecendo que nada mais importa.

No entanto, ela nunca se abriu.

Já vai longa a espera, e quem espera, desespera, há muito que deixei de contar meus passos…

Ver esta porta fechada, os sons solitários do silêncio em desgarrada,partiu-me o coração em mil pedaços.

Porque minha persistência, se revela inconsciência, um lado gentil quase louco, que sofre sem dar troco,firme em sua fé..

Porquê? Porquê?

Minhas filosofias, crenças, lutas, utopias, sempre se tornam meus mordazes carrascos…

E como me encontro? mortificada?! De rastos…

Ainda assim permaneço prostrada de joelhos diante daquela porta,a espera que se abra por fim. Pois na verdade nada mais importa, do que tê-la aberta para mim.

Rezo á calma,

Para me adormecer esta dor que me corta,

Na vida segues a tua luta com alma…

Ou estás morta…

Klarah

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